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sexta-feira, março 06, 2009

Particionamento, RAID e Grub

Como comentei no tutorial sobre o OpenSUSE, a principal vantagem do LVM é flexibilizar o particionamento, permitindo que você redimensione os volumes lógicos e adicione mais HDs quando precisar de mais espaço, sem nem mesmo precisar reiniciar a máquina. Estes são recursos interessantes para uso em servidores, mas não muito para desktops, justamente por isso as opções são mostradas apenas ao instalar usando o Alternate CD.

Escolhendo o particionamento manual, você tem acesso a uma lista com as partições disponíveis. Ao selecioná-las, você tem acesso a um menu adicional, onde pode definir como ela será usada, especificando o sistema de arquivos que será usado (o EXT3 é o mais recomendável para uso geral), o ponto de montagem e as demais opções:


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A flag "sync", por exemplo, que pode ser marcada ao acessar as opções de montagem, faz com que a partição seja acessada em modo síncrono (sem o uso de cache de disco), o que reduz o desempenho, mas em troca melhora a segurança contra perda de dados em caso de quedas de luz ou desligamentos acidentais. O uso não seria aconselhável para uso na partição de instalação do sistema (o desempenho ficaria muito ruim), mas ela pode ser usada em uma partição separada, destinada a armazenar arquivos e configurações, por exemplo.

A opção "Blocos reservados" especifica uma percentagem do espaço da partição que fica reservado ao uso do root (o default são 5%). Este espaço reservado é importante na partição raiz, para evitar que o sistema deixe de inicializar caso você se descuide e entupa a partição com arquivos diversos, mas pode ser desativado em outras partições, destinadas a apenas armazenarem arquivos.

No caso de um HD já particionado, você usaria a opção "Remover a partição" para excluir algumas das partições antigas e liberar espaço para criar outras. Note que está disponível também a opção "Copiar os dados de outra partição", que permite transferir os dados de uma partição antiga durante o próprio processo de particionamento. Ao terminar, use o "Finalizar a configuração da partição".

O processo se repete para cada partição que precisar criar ou modificar. Não se esqueça de criar uma partição pequena para o swap (basta escolher "swap" na opção "usar como") e, de preferência, criar uma partição separada para o diretório home, ou para armazenar arquivos. Se por acaso você tiver um segundo HD disponível (sobra de algum upgrade anterior, por exemplo), uma boa coisa é montá-lo em outro diretório e usá-lo para backup:

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Por padrão, o instalador monta as outras partições que encontrar no HD (incluindo as partições do Windows e de outras distribuições), na pasta "/media", mas você pode mudar para a pasta "/mnt" ou outra pasta que preferir. O instalador detecta e usa as partições swap automaticamente, mesmo que o HD eventualmente tenha mais de uma. Ao terminar, selecione a opção "Finalizar o particionamento e gravar as mudanças no disco" (no final da lista), para continuar com a instalação.

Caso você tenha dois ou mais HDs, o instalador oferece a opção de usar RAID via software, onde duas partições (uma de cada HD) são combinadas (RAID 0) e o sistema passa a acessá-las como se fosse uma partição só, dividindo os dados entre elas. Isso aumenta o desempenho, mas diminui a confiabilidade, pois qualquer problema com um dos dois HDs faz com que todos os dados sejam perdidos.

Existe também a opção de usar RAID 1, onde a partição no segundo HD simplesmente guarda uma cópia dos dados do primeiro. Neste caso não existe ganho nenhum de desempenho (pelo contrário, temos uma pequena perda), mas você ganha em confiabilidade, já que o segundo HD passa a armazenar um backup automático. Este sistema de RAID via software funciona da mesma forma que o RAID feito usando uma controladora dedicada, porém funciona usando as portas IDE ou SATA da placa-mãe, sem precisar de hardware adicional.

Para usar as partições em RAID você precisa mudar o sistema de arquivos para "volume físico para RAID". Depois de combinadas, as duas partições passam a ser vistas como uma única partição, que pode ser finalmente formatada usando o sistema de arquivos que preferir.

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Depois da cópia dos pacotes, o instalador pergunta sobre o download dos pacotes com as traduções. Embora seja mais fácil deixar que o instalador se encarregue disso, é possível instalar manualmente depois, usando o apt-get ou o Synaptic.

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Depois de definidas as senhas, o passo final é configurar o gerenciador de boot. O Ubuntu usa do grub ao invés do lilo. Caso você esteja instalando ele sozinho, ou em dual-boot com o Windows, basta instalar o grub no MBR, respondendo "sim" quando ele pergunta "Instalar o carregador de inicialização GRUB no registro de inicialização principal?". Assim como ao instalar usando o Live-CD, o instalador é capaz de detectar outros sistemas operacionais instalados e já inclui as entradas no menu de boot automaticamente.

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Se, por outro lado, você está instalando o Ubuntu junto com outras distribuições Linux, essa etapa inspira mais cuidados. Uma das distribuições deve instalar o gerenciador na MBR e as demais no primeiro setor da partição. Se você simplesmente for mandando todas instalarem na MBR, uma vai substituir a outra e no final vai conseguir inicializar apenas a última.

Para instalar o grub no primeiro setor da partição, responda "não" na pergunta e especifique a partição de instalação do sistema seguindo a nomenclatura do grub. Se você está instalando na partição "/dev/sda2", por exemplo, responda "hd0,1", se está instalando "/dev/sda5", responda "hd0,4" e assim por diante.

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Outra dica é que se você fez alguma escolha errada ao longo da instalação, pode corrigir o erro no final. Respondendo "não" quando o instalador pergunta se você quer reiniciar a máquina, você tem acesso a um menu que permite repetir qualquer passo da instalação.

Instalando na partição do Windows com o Wubi

O Ubuntu inclui também (desde a versão 8.04) uma opção de instalação através do Windows, usando o Wubi. Ele é um pequeno aplicativo disponível no diretório raiz do CD, que pode ser executado diretamente dentro do Windows XP ou Vista.

Ele se encarrega de instalar o sistema dentro de um arquivo de imagem (de 4 ou 8 GB), salvo na pasta "C:\ubuntu" e alterar a configuração do gerenciador do boot do Windows, de forma que você passa a ter a escolha entre iniciar o Windows ou o Ubuntu a cada boot, criando um sistema alternativo de dual-boot.

Durante o boot, a configuração criada pelo Wubi faz com que a imagem binária onde o sistema está instalado seja montada como se fosse uma partição, permitindo que o sistema inicialize de forma normal. A instalação é completamente funcional, permitindo a instalação de programas e todas as demais funções. Não se trata de uma máquina virtual ou de algum sistema de emulação, mas sim de uma instalação completa do sistema, que é carregada a partir do gerenciador de boot do Windows.

O uso da imagem permite que o Ubuntu seja instalado dentro da partição do Windows (funciona mesmo em partições NTFS), o que facilita as coisas para os iniciantes, já que elimina a necessidade de reparticionar o HD.

As limitações são que o desempenho do sistema é um pouco inferior (já que temos uma partição virtual, dentro de uma imagem binária, dentro de uma partição NTFS) e que o espaço dentro da partição de instalação é limitado. Em vez de poder escolher livremente o tamanho da partição, você pode apenas escolher entre criar uma imagem de 4 GB (onde você dispõe de pouco mais de 1 GB livre) a 8 GB (com progressivamente mais espaço disponível), sem opção de especificar outros tamanhos. Ao instalar em uma partição com pouco espaço livre, é importante desfragmentá-la antes da instalação, para evitar que a imagem de instalação fique fragmentada em diversos pontos do HD, reduzindo o desempenho.

Apesar das limitações, o Wubi é uma forma bastante simples de instalar o sistema, que pode ajudar em diversas situações. Ele é também uma opção ao uso do sistema dentro de uma máquina virtual para fins de teste. A instalação é ridiculamente simples: basicamente, você precisa apenas definir uma senha e clicar no "Instalar":

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Depois de concluída a cópia inicial, ele pede para reiniciar o micro. Ao inicializar o Ubuntu pela primeira vez, o instalador conclui a instalação, criando um arquivo de swap (dentro da imagem) e executando os demais passos da instalação de forma automática (o que demora uns 15 minutos). Concluído o processo, o sistema está pronto para ser usado, basta reiniciar e escolher o "Ubuntu" no menu de boot. Para desinstalar, basta usar o "Uninstall-Ubuntu.exe", dentro da pasta "C:\ubuntu".

Particionamento, RAID e Grub

Como comentei no tutorial sobre o OpenSUSE, a principal vantagem do LVM é flexibilizar o particionamento, permitindo que você redimensione os volumes lógicos e adicione mais HDs quando precisar de mais espaço, sem nem mesmo precisar reiniciar a máquina. Estes são recursos interessantes para uso em servidores, mas não muito para desktops, justamente por isso as opções são mostradas apenas ao instalar usando o Alternate CD.

Escolhendo o particionamento manual, você tem acesso a uma lista com as partições disponíveis. Ao selecioná-las, você tem acesso a um menu adicional, onde pode definir como ela será usada, especificando o sistema de arquivos que será usado (o EXT3 é o mais recomendável para uso geral), o ponto de montagem e as demais opções:


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A flag "sync", por exemplo, que pode ser marcada ao acessar as opções de montagem, faz com que a partição seja acessada em modo síncrono (sem o uso de cache de disco), o que reduz o desempenho, mas em troca melhora a segurança contra perda de dados em caso de quedas de luz ou desligamentos acidentais. O uso não seria aconselhável para uso na partição de instalação do sistema (o desempenho ficaria muito ruim), mas ela pode ser usada em uma partição separada, destinada a armazenar arquivos e configurações, por exemplo.

A opção "Blocos reservados" especifica uma percentagem do espaço da partição que fica reservado ao uso do root (o default são 5%). Este espaço reservado é importante na partição raiz, para evitar que o sistema deixe de inicializar caso você se descuide e entupa a partição com arquivos diversos, mas pode ser desativado em outras partições, destinadas a apenas armazenarem arquivos.

No caso de um HD já particionado, você usaria a opção "Remover a partição" para excluir algumas das partições antigas e liberar espaço para criar outras. Note que está disponível também a opção "Copiar os dados de outra partição", que permite transferir os dados de uma partição antiga durante o próprio processo de particionamento. Ao terminar, use o "Finalizar a configuração da partição".

O processo se repete para cada partição que precisar criar ou modificar. Não se esqueça de criar uma partição pequena para o swap (basta escolher "swap" na opção "usar como") e, de preferência, criar uma partição separada para o diretório home, ou para armazenar arquivos. Se por acaso você tiver um segundo HD disponível (sobra de algum upgrade anterior, por exemplo), uma boa coisa é montá-lo em outro diretório e usá-lo para backup:

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Por padrão, o instalador monta as outras partições que encontrar no HD (incluindo as partições do Windows e de outras distribuições), na pasta "/media", mas você pode mudar para a pasta "/mnt" ou outra pasta que preferir. O instalador detecta e usa as partições swap automaticamente, mesmo que o HD eventualmente tenha mais de uma. Ao terminar, selecione a opção "Finalizar o particionamento e gravar as mudanças no disco" (no final da lista), para continuar com a instalação.

Caso você tenha dois ou mais HDs, o instalador oferece a opção de usar RAID via software, onde duas partições (uma de cada HD) são combinadas (RAID 0) e o sistema passa a acessá-las como se fosse uma partição só, dividindo os dados entre elas. Isso aumenta o desempenho, mas diminui a confiabilidade, pois qualquer problema com um dos dois HDs faz com que todos os dados sejam perdidos.

Existe também a opção de usar RAID 1, onde a partição no segundo HD simplesmente guarda uma cópia dos dados do primeiro. Neste caso não existe ganho nenhum de desempenho (pelo contrário, temos uma pequena perda), mas você ganha em confiabilidade, já que o segundo HD passa a armazenar um backup automático. Este sistema de RAID via software funciona da mesma forma que o RAID feito usando uma controladora dedicada, porém funciona usando as portas IDE ou SATA da placa-mãe, sem precisar de hardware adicional.

Para usar as partições em RAID você precisa mudar o sistema de arquivos para "volume físico para RAID". Depois de combinadas, as duas partições passam a ser vistas como uma única partição, que pode ser finalmente formatada usando o sistema de arquivos que preferir.

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Depois da cópia dos pacotes, o instalador pergunta sobre o download dos pacotes com as traduções. Embora seja mais fácil deixar que o instalador se encarregue disso, é possível instalar manualmente depois, usando o apt-get ou o Synaptic.

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Depois de definidas as senhas, o passo final é configurar o gerenciador de boot. O Ubuntu usa do grub ao invés do lilo. Caso você esteja instalando ele sozinho, ou em dual-boot com o Windows, basta instalar o grub no MBR, respondendo "sim" quando ele pergunta "Instalar o carregador de inicialização GRUB no registro de inicialização principal?". Assim como ao instalar usando o Live-CD, o instalador é capaz de detectar outros sistemas operacionais instalados e já inclui as entradas no menu de boot automaticamente.

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Se, por outro lado, você está instalando o Ubuntu junto com outras distribuições Linux, essa etapa inspira mais cuidados. Uma das distribuições deve instalar o gerenciador na MBR e as demais no primeiro setor da partição. Se você simplesmente for mandando todas instalarem na MBR, uma vai substituir a outra e no final vai conseguir inicializar apenas a última.

Para instalar o grub no primeiro setor da partição, responda "não" na pergunta e especifique a partição de instalação do sistema seguindo a nomenclatura do grub. Se você está instalando na partição "/dev/sda2", por exemplo, responda "hd0,1", se está instalando "/dev/sda5", responda "hd0,4" e assim por diante.

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Outra dica é que se você fez alguma escolha errada ao longo da instalação, pode corrigir o erro no final. Respondendo "não" quando o instalador pergunta se você quer reiniciar a máquina, você tem acesso a um menu que permite repetir qualquer passo da instalação.

Instalando o Ubuntu pelo alternate CD

Uma das queixas com relação à instalação do Ubuntu através do live-CD é que ele torna a instalação mais demorada, já que você precisa primeiro esperar pela inicialização do sistema para depois poder abrir o instalador e começar a instalação propriamente dita. A necessidade de carregar o desktop antes de abrir o instalador também faz com que o sistema consuma mais memória, o que dificulta a instalação em micros antigos.

Como uma forma de minimizar o problema, as versões recentes do Ubuntu passaram a oferecer uma opção de instalação na tela de boot, que faz com que o sistema abra o instalador logo depois de carregar o servidor X, sem carregar o Gnome e os outros componentes do desktop.

Outra opção, ainda mais minimalista é instalar usando o alternate CD (disponível no http://www.ubuntu.com/getubuntu/downloadmirrors#alternate), que bipassa a abertura da ambiente gráfico completamente, permitindo instalar o sistema diretamente em modo texto. Isso torna a instalação mais rápida e permite que você instale o sistema mesmo em micros com 128 MB de memória RAM, onde o instalador gráfico não abriria, ou onde a demora tornaria a operação inviável. Naturalmente, depois de instalado o sistema, você ainda precisará fazer um certo trabalho de personalização para melhorar o desempenho, mas, pelo menos o problema inicial é solucionado.

O alternate CD utiliza o mesmo instalador em modo texto que era usado nas primeiras versões do Ubuntu (que é, por sua vez, derivado do instalador do Debian). Apesar das diferenças na instalação, o resultado final é exatamente o mesmo do que você obteria ao instalar a versão desktop. Em outras palavras, o sistema é exatamente o mesmo, muda apenas o instalador.

O principal ponto fraco é o instalador pouco amigável. Para quem prefere uma opção mais intuitiva, o ideal é usar um live-CD com o Gparted (você pode usar o Gparted Live, disponível no http://gparted.sourceforge.net/download.php) para particionar o HD antes de começar. Basta seguir a receita básica de criar a partição para a instalação do sistema e uma partição menor para o swap.

O instalador é bastante simples e robusto, por isso os casos de problemas durante a instalação são raros. Mesmo assim, em alguns casos pode ser necessário desabilitar o ACPI ou APCI ou solucionar outros pepinos manualmente através de opções de boot. Você pode ver as opções disponíveis pressionando as teclas F5, F6 e F7.

Para desabilitar o APIC, por exemplo, use a opção "linux noapic". Na verdade, o instalador não roda em texto puro, ela usa frame buffer. Em algumas poucas situações, a placa de vídeo pode não ser compatível com o modo usado, neste caso experimente a opção "linux vga=771", que usa 800x600 com 256 cores, um modo compatível com praticamente todas as placas.

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Pressionando a tecla F4, você tem acesso a um menu adicional, que inclui a opção de fazer uma instalação em linha de comando, o que resulta em uma versão minimalista do sistema, sem o X, o Gnome, ou qualquer outro componente gráfico.

Como pode imaginar, ela faz uma instalação minimalista do sistema, destinada ao uso em servidores (você pode ver alguns exemplos de configuração de servidores de rede local no capítulo 6 do Redes, Guia Prático, http://gdhpress.com.br/redes/), mas pode ser útil também como uma forma de criar uma instalação minimalista do sistema, que você pode montar manualmente, instalando o X e todos os pacotes desejados via apt-get. A vantagem dessa abordagem é que você pode instalar apenas o que realmente precisar.

A instalação em linha de comando pode ser feita em máquinas com apenas 32 MB de RAM, o que a torna uma boa opção também para reaproveitar micros antigos.

Nas versões recentes do Ubuntu está disponível também a opção "Instalar um servidor LTSP". Ela é uma contribuição da equipe do Edubuntu (uma versão do Ubuntu destinada ao uso em escolas) que instala um servidor de terminais, criando uma configuração básica do LTSP 5. Como pode imaginar, ela é uma boa opção para reaproveitar máquinas antigas, utilizando-as como terminais. No LTSP, o servidor realiza todo o processamento e os terminais exibem apenas as imagens na tela, o que permite utilizar até mesmo micros com processadores Pentium 1 e 32 MB de RAM. Um servidor com um processador dual-core e 2 GB de RAM pode atender a 20 terminais, ou mais.

Assim como na versão regular do Ubuntu, a linguagem e o layout do teclado são definidos logo na tela inicial e são apenas confirmados pelo instalador. A instalação propriamente dita começa com a configuração da rede. Toda a instalação é feia em modo texto, usando uma variação do instalador do Debian. Use as setas e a tecla TAB para navegar entre as opções, Espaço para selecionar e Enter para confirmar.

Apesar de oferecer suporte a muitas linguagens diferentes, o Ubuntu inclui um número relativamente pequeno de pacotes de internacionalização nos CDs de instalação, que não inclui o suporte a português do Brasil. Para instalar na nossa língua, o instalador se oferece para baixar os pacotes necessários via internet no final da instalação.

Para que isso funcione, o instalador detecta a placa de rede e em seguida tenta configurar a rede via DHCP. Você pode também configurar os endereços manualmente, mas o instalador não possui suporte a conexões via modem, ADSL com autenticação, nem à maioria das placas wireless. Só é possível baixar os pacotes durante a instalação se você estiver usando uma conexão de rede local, compartilhada no modem ADSL, ou num outro micro da rede.

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O próximo passo é o particionamento, que é feito usando uma versão em modo texto do Partman, o mesmo particionador usado pela versão Live-CD. A principal diferença são as opções para usar LVM e usar LVM criptografado:

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Sudo e suporte a idiomas

Depois do particionamento, você tem a tela de criação do login administrativo, que será usado por padrão, juntamente com a opção de ativar o login automático durante a inicialização. Essa opção pode ser alterada posteriormente através do "Sistema > Administração > Janela de início de sessão".

Um detalhe sobre o qual você já deve ter ouvido falar dezenas de vezes, mas que de qualquer forma não posso deixar de comentar é que o Ubuntu utiliza o sudo para a execução de programas como root. Em vez de usar o su ou o sux para se logar como root ao executar comandos administrativos, você simplesmente adiciona um "sudo" no início do comando para executá-lo como root, como em "sudo nautilus".

A senha que é solicitada é a sua própria senha de usuário, apenas uma precaução contra a possibilidade de alguém executar comandos na sua máquina aproveitando-se da sua ausência.

Por padrão, a conta de root vem desabilitada, uma medida para incentivar o uso do sudo. Entretanto, nada impede que você defina uma senha de root manualmente e passe a utilizar a conta quando necessário, da mesma maneira que em outras distribuições. Para isso, basta usar o comando "sudo passwd" a qualquer tempo.

Em seguida, é mostrada uma opção de importar configurações a partir do Windows ou de outras distribuições que estejam presentes no HD. A importação resulta em uma mistura entre a configurações padrão do Ubuntu e do sistema anterior, com resultados variados. Você pode experimentar importar uma vez e, se não gostar do resultado, repetir a instalação, desativando a opção.

Em seguida você tem a tela "Pronto para instalar", que exibe um resumo da instalação. Clicando no "avançado" você tem acesso à configuração do gerenciador de boot, onde pode orientar o instalador a gravá-lo na partição (de maneira a não subscrever o gerenciador de boot atual). Por default, o Ubuntu instala o grub na MBR e adiciona outros sistemas operacionais instalados ao menu de boot.

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Como em outros live-CDs, o sistema continua funcional durante a instalação, permitindo que você navegue ou jogue algum dos games pré-instalados para matar o tempo.

A menos que você esteja instalando a partir do DVD, o instalador tentará baixar os pacotes de tradução no final da instalação, o que exige uma conexão com a web já configurada. Naturalmente, a instalação não pára se não for possível fazer o download, mas você ficará com uma localização incompleta do sistema e receberá um aviso no próximo boot:

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Você pode instalar os pacotes posteriormente através do "Sistema > Administração > Suporte a Idiomas".

Instalando o Ubuntu a partir do live-CD

Para instalar o Ubuntu a partir do live-CD, basta clicar sobre o ícone no desktop. Ao abrir o instalador, as primeiras perguntas são sobre a linguagem, layout do teclado e o fuso-horário. Ao escolher o português do Brasil na tela de boot, o layout do teclado é automaticamente configurado para ABNT2 e o fuso para o horário de Brasília:

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Em seguida vem a etapa do particionamento, que é sempre a mais importante em qualquer instalação. Como de praxe, o instalador oferece a opção de alterar o particionamento de forma automática, redimensionando uma das partições existentes (atendendo aos iniciantes), mas conserva a opção de particionar manualmente, que é o que interessa no nosso caso:

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O instalador do Ubuntu utiliza uma versão gráfica do Partman como particionador. Ele tem uma raiz comum com o Gparted (ambos são baseados no GNU Parted), mas oferece uma interface bem mais simples. Ele oferece a opção de criar, remover e reformatar partições (incluindo o redimensionamento de partições do Windows), mas você provavelmente preferirá fazer as alterações usando o Gparted, deixando para apenas indicar os pontos de montagem dentro do instalador. O Gparted vem pré-instalado no Ubuntu, e fica disponível através do "Sistema > Administração > Editor de Partições".

É possível redimensionar partições do Windows tanto utilizando o próprio instalador (ao escolher a opção "Guiado", você pode mover a barra, ajustando o tamanho da partição manualmente) quanto utilizando o Gparted. Em ambos os casos, é necessário que você desfragmente a partição através do Windows antes de iniciar a instalação, caso contrário o particionador exibe um aviso e aborta o processo.

A idéia básica ao usar várias partições é indicar um ponto de montagem para cada uma (permitindo que você acesse os arquivos) e usar o "/" para a partição onde será instalada o sistema. A opção "Formatar" deve ser marcada apenas para a partição de instalação, afinal, você não vai querer perder todos os arquivos da sua partição de trabalho por engano.

Assim como na maioria das outras distribuições atuais, as versões recentes do Ubuntu utilizam por default o NTFS-3g ao acessar partições NTFS, permitindo alterar os arquivos.

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Além de ter um controle maior sobre o tamanho das partições, outra vantagem do particionamento manual é que você pode usar partições separadas para o diretório home, ou para outros diretórios onde você pretenda armazenar arquivos.

Uma instalação típica do Ubuntu consome pouco mais de 3 GB (entre arquivos do sistema, temporários e caches), de forma que uma partição de 10 a 15 GB para a instalação do sistema está de bom tamanho, deixando uma boa dose de espaço livre para instalar aplicativos adicionais. O Ubuntu utiliza bastante swap em micros com menos de 1 GB de RAM, de maneira que é prudente criar uma partição swap de 2 GB. O restante do espaço pode ser dedicado à partição home, ou outra partição separada para armazenar arquivos.

Ubuntu, parte 1

O Ubuntu é provavelmente a distribuição Linux mais usada atualmente. Ele é desenvolvido pela Ubuntu Foundation, uma organização sem fins lucrativos, que por sua vez é patrocinada pela Canonical Inc., que ganha dinheiro vendendo suporte, treinamentos e customizações do Ubuntu. Esta combinação de ONG e empresa tem dado muito certo, combinando os esforços de um sem número de voluntários e um grupo de desenvolvedores bem pagos que trabalham em tempo integral no desenvolvimento do sistema.

Ao invés do tradicional 1.0, 2.0, 3.0, etc., o Ubuntu usa um sistema de numeração das versões bastante incomum. Os releases são numerados com base no mês e ano em que são lançados e recebem um codenome. A primeira versão oficial foi Ubuntu 4.10 (lançado em outubro de 2004), apelidado de "Warty Warthog", seguido pelo 5.04 (lançado em abril de 2005), apelidado de "Hoary Hedgehog" e pelo 5.10 (outubro de 2005), batizado de "Breezy Badger".

Os próximos foram o 6.06 (Dapper Drake), 6.10 (Edgy Eft), 7.04 (Feisty Fawn), 7.10 (Gutsy Gibbon), 8.04 (Hardy Heron), o 8.10 (Intrepid Ibex) e o 9.04 (Jaunty Jackalope).

As versões regulares do Ubuntu recebem atualizações e correções durante um período de 18 meses, de forma que você acaba sendo obrigado a atualizar o sistema a cada três versões. Como uma opção para quem quer mais estabilidade e a opção de manter o sistema por mais tempo, existem as versões LTS (long term support), que recebem atualizações por um período de 3 anos (5 anos no caso dos servidores). Elas são as versões recomendáveis para estações de trabalho e para uso em empresas.

As versões LTS são montadas dentro de um controle de qualidade mais estrito e passam por um período de testes mais longo, resultando em versões mais estáveis. A primeira versão LTS foi o 6.06 (que receberá atualizações até junho de 2009), seguido pelo 8.04 (atualizações até abril de 2011). Se os planos não mudarem, a próxima versão LTS será o 10.04, planejado para abril de 2010.

O Ubuntu não é a distribuição mais estável, nem a mais fácil de usar, mas a grande disponibilidade dos CDs de instalação e toda a estrutura de suporte criada em torno da distribuição acabaram fazendo com que ele se tornasse uma espécie de "default", uma escolha segura que a maioria acaba testando antes de experimentar outra distribuições. Isso faz com que ele seja a distribuição com mais potencial para crescer além da base atual.

Nas primeiras versões, o Ubuntu usava uma versão levemente modificada do instalador do Debian Sarge, um instalador bastante simples, em modo texto. Isso afastava muitos usuários, já que o instalador não era particularmente amigável. O instalador em modo texto continua disponível através do "alternate CD", mas a versão live-CD tomou a frente e passou a ser o modo recomendado de instalação.

Durante o boot a partir do CD, a primeira pergunta é sobre a linguagem. A equipe do Ubuntu dá uma grande ênfase aos pacotes de tradução e uma boa amostra disso é que ao escolher a linguagem todas as mensagens da tela de boot aparecem traduzidas, incluindo os textos de ajuda. Estão disponíveis inclusive um conjunto de opções de acessibilidade, incluindo suporte a terminais braile e também o modo "leitor de tela", destinado a deficientes visuais, onde um sintetizador de voz fala todos os passos da instalação (veja detalhes no http://www.linuxacessivel.org).

Ao contrário do Mandriva, OpenSUSE e do Slackware, o Ubuntu não oferece uma opção para selecionar os pacotes que serão instalados. O CD simplesmente contém um sistema base, com os programas mais usados, que é instalado diretamente. Isso reduz a flexibilidade, mas em compensação simplifica bastante a instalação do sistema e permite que ele seja composto de apenas um CD, em vez de vários.

Além da versão em CD, está disponível também uma versão em DVD (procure pelo link "DVD images containing additional languages" no final da página de download), que inclui todos os pacotes de internacionalização, evitando que você precise ter uma conexão disponível no final da instalação para baixá-los. Nem todos os mirrors disponibilizam a imagem do DVD (já que ela consome mais espaço e muito mais banda), por isso às vezes é preciso procurar um pouco até encontrar. Ele é recomendável se você precisa instalar o sistema em vários micros, ou se não tem uma conexão rápida disponível.

O default do sistema é simplesmente inicializar em modo live-CD, detectando o hardware da máquina, configurando a rede via DHCP (ao usar uma rede cabeada) e obtendo a resolução do monitor via DDC. Não existem opções para especificar a resolução do monitor manualmente (o lado ruim), mas um assistente é aberto no final do boot em casos em que o monitor não é detectado (o lado bom), permitindo que você especifique as configurações manualmente e prossiga com a abertura do ambiente gráfico.

A rede pode ser configurada utilizando o applet do NetworkManager, disponível ao lado do relógio. Ele permite configurar redes wireless de maneira bastante simples, logo depois de concluído o boot do live-CD. É possível também desativar a configuração via DHCP durante a inicialização usando a opção "netcfg/disable_dhcp=true" na tela de boot.

Com relação ao vídeo, hoje em dia, é muito raro que o sistema não detecte corretamente a resolução do monitor, exceto em casos em que ele realmente não possui um driver disponível, como no caso dos notebooks com placas SiS Mirage 3, onde é preciso que você instale um driver manualmente (veja a dica no http://www.gdhpress.com.br/blog/driver-sis-mirage3/). É bem diferente do que tínhamos há alguns anos atrás, onde muitas vezes era necessário especificar manualmente o driver de vídeo ou a taxa de atualização do monitor.

Pressionando a tecla F6 na tela de boot você tem acesso à linha de opções para o Kernel, onde pode especificar as opções para solucionar problemas (irqpoll, acpi=off, etc.), caso necessário. Se, por acaso, o boot estiver parando em algum ponto e você quiser ver as mensagens de inicialização para tentar descobrir o que está acontecendo, remova as opções "quiet" e "splash" no final da linha:

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O Ubuntu é uma distribuição relativamente pesada, que carrega um grande volume de componentes durante o boot, consumido um pouco mais de 200 MB de memória RAM para o sistema e mais uma certa quantidade para o ramdisk, usado para armazenar as alterações feitas durante o uso, assim como em outros live-CDs. Conforme você instala programas e faz alterações, o ramdisk cresce, até o ponto em que toda a memória e ocupada e o sistema passa a exibir uma mensagem de "disco cheio".

Esse sistema visa permitir que você instale pacotes via apt-get e tenha liberdade para brincar com o sistema antes de instalar (uma vez que tudo é perdido ao reiniciar). Embora a conta de root venha desativada por default, você pode rodar programas como root usando o sudo. Para se logar como root no terminal, basta usar o "sudo su" ou "sudo bash".

Como você vai logo perceber, o Ubuntu fica muito mais lento ao rodar a partir do CD, devido à combinação da baixa taxa de transferência do drive óptico, do trabalho de descompactação dos dados feito pelo processador e pelo uso do ramdisk, que reduz a quantidade de memória RAM disponível para outros usos.

Ao instalá-lo no HD, o instalador desativa estes componentes adicionais, fazendo com que ele passe a se comportar como uma distribuição tradicional, salvando todos os dados no HD.

Uma dica é que em vez de fazer um boot normal, esperando o carregamento do Gnome para só então abrir o instalador, você pode usar a opção "Instalar o Ubuntu" na tela de boot, que faz com que ele abra uma versão pelada do X e rode o instalador diretamente. Em máquinas antigas, isso pode representar uma economia de vários minutos.